Por que brasileiros não aprendem inglês?

5 motivos pelos quais o brasileiro não aprende inglês.

O Brasil não fala inglês, este é um fato. Segundo o British Council, apenas 5% dos brasileiros falam inglês fluentemente, e ainda assim esse número, segundo o estudo, cai para 1% quando considerada a absoluta fluência no idioma.

Dados do EF EPI (Índice de Proficiência em Inglês da EF), confirmam esta afirmação. Resultados de 2018 colocam o Brasil no 53° lugar entre os países avaliados, e confere proficiência baixa em inglês. O Brasil ocupa apenas a sexta posição na América Latina, atrás de países como Argentina, Costa Rica, República Dominicana, Uruguai e Chile. Mas por quê?

1. A baixa qualidade de educação nos ensinos primário e secundário

A baixa capacitação dos professores, principalmente na rede pública e em cidades fora dos grandes centros, é fator determinante. Sem material adequado e conhecimento suficiente da língua inglesa, muitos professores optam por seguir apenas livros didáticos e aplicam técnicas de memorização de gramática e vocabulário. Em consequência, alunos não avançam muito e recebem a informação de maneira passiva (leitura e escuta), e estudam para passar nos testes, ao invés de se dedicarem a aprender o idioma. O impacto é enorme, a matéria passa a ser vista logo cedo como algo chato e desnecessário e o seu ensino ao longo de tantos anos perde a sua grande valia.

 

2. O efeito hop on hop off (entrar/sair) dos cursos de inglês

Falta de tempo e o valor dos cursos de inglês são constantemente citados como razões pelas quais muitos abandonam a jornada de aprendizado. Mas a lista da OECD dos países que mais trabalham no mundo coloca o Brasil apenas na décima sexta posição, atrás do Chile, por exemplo, que ocupa a quinta. Não se nega o fato de que muitos brasileiros trabalham além do horário, mas acreditamos que a motivação para aprender tem também um papel principal aqui. Após anos de estudo na escola, as aulas dos cursos de inglês seguem uma rotina parecida, com ênfase em gramática e vocabulário, sem muitas oportunidades para praticar a fala, conversar com nativos, exercitar em situações da vida real o idioma. Muitos interrompem para sempre, ou param e voltam a aprender, o que torna o aprendizado ainda mais lento, retornando a um nível anterior cada vez que começam a aprender de novo.

3. A falta de necessidade imediata

O Brasil é um país de dimensões continentais e em muitas carreiras é possível crescer e ter sucesso sem o domínio da língua inglesa. Obviamente, a cada dia esta realidade muda, empresas se tornam mais globais, o idioma inglês ocupa lugar cada vez mais relevante na leitura e aquisição de conhecimento, oportunidades em cargos de chefia requerem domínio de inglês com maior frequência. O que muitos não se dão conta é a quantidade de oportunidades perdidas pela falta de fluência em inglês, e normalmente quando precisam falar inglês para o trabalho, querem aprender rapidamente.

 

4. O baixo percentual de imigrantes e turistas estrangeiros

Segundo a Polícia Federal, o número de imigrantes no Brasil em 2018 é um dos mais baixos da história: apenas 0,4% da população. Dados da Organização Mundial de Turismo (UNWTO), confirmam que apesar da enorme dimensão do país e de suas belezas naturais, o Brasil não figura sequer entre os 40 países mais visitados do mundo, como a Austrália e a Tailândia. Estes dois fatos juntos, significam que em raras ocasiões o brasileiro tem a oportunidade de conversar com nativos e estar em contato frequente com a língua inglesa. Países europeus, por exemplo, possuem uma fluência mais elevada porque o influxo de turistas e imigrantes os proporciona diversas oportunidades e necessidades de falar inglês. Cidades como Amsterdã e Berlim são prova disso. O idioma inglês é usado ubiquamente para atender turistas e atrair talentos internacionais.

5. A falta de oportunidades orgânicas de aprender o idioma

Em Portugal, nos países nórdicos, assim como na Holanda, muitos dos filmes que passam na TV estão com áudio original em inglês. Desde pequenos, é preciso se familiarizar com o idioma e ler as legendas. Um número maior de eventos e seminários ocorrem com a participação de falantes nativos. Livros e trabalhos acadêmicos em inglês, sem tradução, são às vezes recomendados como parte do currículo. Além disso, sinalizações, cardápios, informações em lugares públicos são bilíngues. Estas pequenas e constantes oportunidades elevam a fluência e o gosto pela língua, e no Brasil estas oportunidades são muito raras. O mercado brasileiro é gigantesco e embora muitas das séries e livros cheguem, geralmente mais tarde, elas sempre vêm traduzidas para o Português.

Se você quer realmente aprender inglês, é preciso conversar com nativos da maneira mais natural possível. Conversar, mesmo que apenas por 15 minutos, três vezes na semana, eleva a sua fluência de forma exponencial. É preciso aprender inglês de forma ativa também para alcançar fluência, ou seja, falando, escrevendo. Com a tecnologia atual, não é mais necessário morar fora para falar inglês com americanos, ingleses, australianos. Com a English Ninjas e o seu celular, tablet ou computador, esta oportunidade está a poucos cliques. Basta se registrar, escolher o seu plano e agendar. Simples assim!

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